Audrey Hepburn

Audrey Hepburn

Fui testemunha do grande impacto causado em Hollywood pela personalidade diferente de Audrey Hepburn. E passei também a ser uma de suas inúmeras admiradoras. Principalmente depois que a conheci. Tanto foi a minha admiração que batizei minha filha de Audrey. Em maio de 1954, pouco antes da atriz belga estrear nos palcos da Broadway, entrevistei-a em seu camarim na Paramount. Tomamos chá em um intervalo de Sabrina, seu segundo longa em papel principal. E fiquei encantada. Fiz uma matéria deslumbrada para O Cruzeiro. Nesse clima, perguntei se não tinha receio de ostentar um título de deusa: “Mas eu estou longe de ser perfeita”, protestou com aquele seu jeito calmo e naturalmente aristocrático. “O que muitos têm escrito a meu respeito é produto apenas de um entusiasmo pelo qual serei eternamente grata. Sou tão humana quanto qualquer pessoa e detestaria ser classificada como alguém à parte.” O tempo provou que Audrey era alguém à parte, uma atriz muito especial conforme se viu em filmes como Amor à tarde / Love in the afternoon, 1957, Charada / Charade, 1963 e no belo My Fair Lady / Minha Querida Dama, 1964. E, com o passar dos anos, demonstrou ter uma vocação humanista que, a partir de 1989, pôs em funcionamento como embaixadora do Unicef, a agência da ONU especializada em questões de infância. Audrey morreu na Suíça em 20 de janeiro de 1993, pouco antes de completar 64 anos.

Texto originalmente publicado no livro Lembranças de Hollywood, pág. 170. São Paulo, 2006. Org. Alfredo Sternheim. Imprensa Oficial.

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