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James Stewart

James Stewart

Em pessoa, James Stewart transmite aquela integridade, aquele altruísmo legítimo e determinado que sempre nortearam os personagens de sua carreira. E, ao contrário de muitos de seus colegas, nunca demonstrou apego em marketing pessoal. Isso ficou patente quando conversamos em 1956 nas filmagens de Região de ódio / The far country, 1954, faroeste dirigido por seu amigo Anthony Mann. Aliás, boa parte daqueles que o dirigiram acabaram sendo seus amigos. Ele falou de seu personagem, da ética que os westerns costumavam transmitir. Tive o prazer de revê-lo no Rio de Janeiro, em 1988, quando veio promover o relançamento de vários filmes de Alfred Hitchcock. Quatro contavam com a sua atuação: Festim diabólico / Rope, 1948, Janela Indiscreta / Rear Window, 1954, O homem que sabia demais / The man who knew too much, 1956 e o maravilhoso Um corpo que cai / Vertigo, 1958. Estava com 80 anos. Morreu em 1997, três anos depois da morte de sua esposa Glória, com quem estava casado desde 1949. Um homem de virtudes.

Texto originalmente publicado no livro Lembranças de Hollywood, pág. 308. São Paulo, 2006. Org. Alfredo Sternheim. Imprensa Oficial.

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Sobre a criação da página Dulce Damasceno de Brito

Dulce Damasceno de BritoReler as colunas da jornalista Dulce Damasceno de Brito é uma evidência de que Hollywood definitivamente mudou, bem como as suas maiores estrelas. Como correspondente estrangeira, Dulce desembarcou na terra cinematográfica dos sonhos justamente quando esta vivia o seu auge: a era de ouro. E a sua relação com os astros foi a mais estreita possível, conseguindo compartilhar com os seus leitores, seja à época ou agora, a intimidade de famosos durante o intervalo das gravações de uma produção.

Referência para muitos cinéfilos, a Revista Set teve como um dos maiores acertos de sua história o resgate das memórias de Dulce, que tiveram como destino a coluna Hollywood Boulevard. É justamente ela que busco rever para prestar uma homenagem à Dulce, com postagens semanais em que são redigidas os seus textos, ilustrados com as digitalizações de imagens de seu arquivo pessoal.

Com a morte de Dulce em 9 de novembro de 2008 e o fim da Revista Set, senti que nenhum espaço virtual foi capaz de preservar o seu trabalho carinhoso, atualmente restrito àqueles que garimpam sebos em busca de revistas e os livros de sua autoria, como “Hollywood Nua e Crua” e “Lembranças de Hollywood”. Portanto, a página vem para preencher esta lacuna, bem como (re)apresentar algumas surpresas de grandes nomes do cinema que seguem encantando o imaginário coletivo por meio das palavras da jornalista.

Onde quer que esteja, espero que Dulce tenha aprovado esta iniciativa.

Alex Gonçalves
Cine Resenhas | Clube do VHS
Página no Facebook de Dulce Damasceno de Brito